Importação rodoviária: o que muda com a migração para o CCT Importação e a Duimp

Importação rodoviária: o que muda com a migração para o CCT Importação e a Duimp

Importação rodoviária: o que muda com a migração para o CCT Importação e a Duimp

Postado em: 25/09/2026

Quem trabalha com importação rodoviária já deveria estar olhando para dezembro.

A partir de 1º de dezembro de 2026, está prevista a realização das operações de importação no modal rodoviário exclusivamente por meio do CCT Importação e da Declaração Única de Importação (Duimp), dentro do processo de modernização do Portal Único de Comércio Exterior.

O próprio Siscomex recomendou que os operadores e demais intervenientes façam desde já a adequação de seus processos e sistemas. As funcionalidades de manifestação de viagem e manifestação de carga rodoviária regular já estão disponíveis em produção, enquanto o ambiente de treinamento continua aberto para testes e validações.

Para quem importa por rodovia, não é uma mudança para deixar para novembro.

O processo envolve diferentes participantes e depende de informações que precisam chegar corretamente de uma etapa para outra. Quando uma operação internacional depende de integração entre transportador, importador, despachante, recinto e sistemas governamentais, qualquer informação que fique para trás pode acabar afetando o restante da cadeia.

O que é o CCT Importação?

O CCT é o Controle de Carga e Trânsito dentro do Portal Único de Comércio Exterior.

Na prática, ele participa do controle das informações relacionadas à carga e ao seu trânsito, integrando dados que antes podiam estar distribuídos em diferentes etapas e sistemas.

Para o modal rodoviário, a implantação do CCT faz parte da evolução do Novo Processo de Importação.

A mudança não significa apenas substituir uma tela por outra. Ela altera a maneira como as informações da carga são registradas, manifestadas e acompanhadas dentro do fluxo de importação.

É justamente por isso que o Siscomex vem orientando os intervenientes a anteciparem a adaptação.

Por que o importador precisa prestar atenção se a carga é responsabilidade do transportador?

Porque a importação não acontece em etapas isoladas. Uma carga pode ser contratada pelo importador, transportada por uma empresa, acompanhada por um despachante, recebida por um recinto e registrada em sistemas diferentes ao longo do processo.

Se uma dessas etapas estiver trabalhando com uma informação diferente da outra, o problema pode aparecer na operação.

É comum pensar:

“Essa parte é do transportador.”

Ou:

“Essa informação é responsabilidade do despachante.”

Mas o que importa para a empresa é que a operação como um todo funcione.

O importador precisa saber como seus parceiros estão preparados para a mudança e se as informações necessárias estão sendo compartilhadas corretamente.

O que muda na importação rodoviária?

A mudança está relacionada à evolução do fluxo de carga dentro do Portal Único.

O Siscomex informou que as funcionalidades de manifestação de viagem e manifestação de carga rodoviária regular já estão disponíveis no ambiente de produção. Isso permite que os operadores comecem a adaptar seus processos antes da migração prevista para dezembro.

Também houve atualização da documentação da API do CCT Importação para contemplar as funcionalidades específicas do modal rodoviário.

Para empresas que trabalham com sistemas integrados, esse ponto é especialmente relevante.

Não basta o usuário conhecer o novo procedimento, o sistema também precisa estar preparado.

A integração passa a ter ainda mais importância

Uma das características do Portal Único é justamente a integração das informações de comércio exterior.

Isso traz ganhos de padronização e reduz a dependência de processos fragmentados, mas também exige mais cuidado com a qualidade dos dados.

Imagine uma importação rodoviária em que:

  • o fornecedor envia uma informação;
  • o transportador registra outra;
  • o documento comercial apresenta uma terceira;
  • o sistema do importador está configurado com uma quarta.

Em algum momento, alguém terá que descobrir qual informação está correta. E, quando isso acontece durante uma operação em andamento, o tempo para resolver costuma ser menor.

Por isso, a preparação para o CCT também passa por uma revisão da qualidade das informações utilizadas no processo.

O que o importador deveria revisar?

Não existe uma única adaptação válida para todas as empresas. Cada operação tem suas características, mas alguns pontos merecem ser colocados na lista de verificação.

Dados das cargas

Confira se as informações utilizadas nos processos estão consistentes entre os documentos comerciais, sistemas internos e informações transmitidas pelos parceiros.

Cadastro de produtos

Produtos importados com frequência devem ter seus cadastros revisados.

A qualidade das informações utilizadas na importação influencia diferentes etapas do processo.

Integração com sistemas

Se a empresa utiliza ERP, plataforma de comércio exterior ou integração via API, é importante verificar se os sistemas estão preparados para o novo fluxo.

Transportadores

Converse com os parceiros responsáveis pelo transporte rodoviário. É importante entender como eles estão se preparando.

Despachante aduaneiro

O despachante também precisa estar alinhado com os novos procedimentos.

Recintos

Dependendo da operação, as informações e procedimentos relacionados ao recinto também precisam estar adequados ao novo fluxo.

O ambiente de treinamento pode ser usado agora

Um dos pontos mais interessantes da comunicação do Siscomex é que o ambiente de treinamento permanece disponível.

Isso permite que os operadores façam testes antes de depender do sistema em uma operação real.

Para uma empresa que realiza poucas importações rodoviárias, pode ser suficiente entender o novo procedimento e alinhar os responsáveis.

Para uma empresa que realiza dezenas ou centenas de operações, o teste ganha outra importância.

Uma pequena inconsistência multiplicada por muitas operações deixa de ser um problema pontual.

Vira um problema de processo.

E quem utiliza integração por API?

Esse grupo merece uma atenção especial.

Quando um processo é feito manualmente, uma alteração costuma exigir adaptação do usuário.

Quando existe integração entre sistemas, é preciso verificar se a própria comunicação entre eles está funcionando.

A documentação da API do CCT Importação já foi atualizada para contemplar as funcionalidades do modal rodoviário.

Isso significa que empresas que possuem sistemas próprios ou soluções integradas devem envolver o responsável pela tecnologia na preparação.

O setor de comércio exterior não pode trabalhar isolado do setor de TI quando uma mudança sistêmica desse tamanho está chegando.

O que pode acontecer se a empresa não se preparar?

O impacto vai depender da operação e do tipo de problema encontrado.

Mas alguns efeitos são bastante conhecidos por quem trabalha com comércio exterior: retrabalho, necessidade de correção, dificuldade de transmissão de informações, atrasos e perda de previsibilidade.

Uma operação rodoviária também tem características próprias.

O trânsito da carga é diferente de uma importação marítima, por exemplo. Existe uma dinâmica de fronteira, transporte terrestre e programação logística que pode tornar o tempo ainda mais relevante.

Se uma informação estiver pendente quando a carga estiver avançando, a empresa pode ter menos espaço para corrigir o problema sem afetar o cronograma.

A mudança também interessa a quem importa com frequência pela fronteira

Para empresas acostumadas ao fluxo rodoviário internacional, a transição merece ser incorporada ao planejamento.

É importante observar que a mudança não acontece apenas no dia 1º de dezembro.

Antes disso, os parceiros precisam estar preparados, os sistemas precisam ser avaliados e os procedimentos precisam ser conhecidos.

O próprio Siscomex já disponibilizou as funcionalidades necessárias para que essa adaptação comece.

Esperar a data de desligamento para descobrir como o processo funciona não é a melhor forma de conduzir uma operação recorrente.

O cronograma merece atenção

O Siscomex informa que as importações no modal rodoviário têm previsão de serem realizadas exclusivamente por meio do CCT Importação e da Duimp a partir de 1º de dezembro de 2026.

Isso coloca outubro e novembro como meses importantes para preparação.

É justamente nesse período que muitas empresas já estarão trabalhando com suas operações de fim de ano, e dezembro, por sua vez, costuma ser um mês particularmente sensível para estoques, entregas e planejamento.

Quanto mais dependente a empresa for da importação rodoviária, mais interessante é antecipar os testes.

A Duimp é apenas uma parte da mudança

A migração para a Duimp vem acontecendo gradualmente em diferentes modalidades e situações. A importação rodoviária é mais uma etapa desse processo.

O que está mudando é a própria forma como o comércio exterior brasileiro organiza suas informações.

Cada vez mais, o processo depende de sistemas integrados, dados estruturados e comunicação entre diferentes participantes.

Para o importador, isso exige uma mudança de comportamento.

Não basta acompanhar somente a legislação, é necessário acompanhar também os sistemas e os cronogramas de implementação.

A preparação começa antes da carga sair

Essa talvez seja a principal questão para quem trabalha com importação rodoviária.

Quando uma mudança envolve sistemas e processos, o melhor momento para descobrir um problema é antes da operação real.

Uma carga que ainda está sendo planejada permite ajustes.

Uma carga que já está em trânsito oferece muito menos espaço.

Por isso, empresas que dependem da importação rodoviária deveriam aproveitar as semanas que antecedem dezembro para conversar com seus parceiros, revisar seus sistemas e realizar os testes necessários.

O Portal Único já oferece o ambiente para essa preparação.

A mudança está chegando, mas ainda existe tempo para organizar o processo.

Comércio exterior também é gestão de informação

A modernização do comércio exterior brasileiro tem aumentado a integração entre dados, sistemas e participantes. O CCT Importação é parte desse movimento.

Para o importador, isso significa que uma operação bem planejada depende cada vez mais da qualidade das informações que circulam entre todos os envolvidos.

A mercadoria pode estar correta.

A documentação pode estar correta.

O transporte pode estar contratado.

Mas, se as informações não estiverem alinhadas, a operação pode encontrar dificuldades.

Preparar a empresa para o novo fluxo é, portanto, também uma forma de proteger o planejamento logístico.

A Broker Comex acompanha as mudanças do Portal Único e atua na condução de operações de comércio exterior, ajudando empresas a organizar seus processos de importação e despacho aduaneiro.

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