O que muda nas regras de importação em 2026
O que muda nas regras de importação em 2026
Postado em: 28/11/2025
A importação no Brasil passará por mudanças importantes em 2026 — e quem atua no comércio exterior precisa estar atento desde já. Neste texto, analisamos os principais pontos de transição e o que essas mudanças na importação significam para empresas, despachantes e importadores.
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A reforma tributária e o novo modelo de importação
Com a aprovação da reforma tributária, a partir de 2026 a tributação sobre importação de bens e serviços será regida pelos novos impostos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituirão tributos como IPI, PIS/Cofins e impostos estaduais/incidentes sobre importação.
Isso significa que toda operação de importação, seja de mercadorias físicas, serviços, softwares, licenças ou consultorias, estará sujeita à incidência de IBS/CBS.
Para empresas que dependem de importação, será essencial revisar a formação de preços, escrituração contábil e apuração de créditos, já que a mudança tributária altera completamente o tratamento fiscal das importações.
Portal Único e declaração única: modernização do processo de importação
Outra mudança estrutural relevante para importação é a adoção da Portal Único de Comércio Exterior, com a implementação da Declaração Única de Importação (Duimp), o que altera a forma de declarar importações no país.
A migração para esse novo modelo de importação tem como objetivo simplificar procedimentos, reduzir burocracia e dar mais agilidade às operações de importação.
Para quem importa, é importante conhecer bem o funcionamento da Duimp, os módulos de “Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO)” e os novos requisitos que passam a vigorar no tratamento das importações.
Impactos para importadores, empresas e comércio exterior
Para empresas que fazem importação, os novos tributos (IBS/CBS) e o novo processo de importação significam repensar custos operacionais, margens de lucro, preços de revenda e logística. A importação deixa de ser apenas um cálculo aduaneiro tradicional e se torna uma operação impactada integralmente pela reforma tributária.
Importação de bens imateriais e serviços também será tributada, o que amplia o alcance das mudanças e obriga empresas de diferente porte — desde indústrias até prestadores de serviço — a reverem contratos e planejamento.
Para despachantes e consultorias de comércio exterior, a mudança torna fundamental oferecer consultoria atualizada e capacitar clientes para lidar com o novo regime de importação.
O que fica de olho: compliance, planejamento e adaptação
Diante das novidades, quem realiza importação deve adotar uma postura de planejamento e compliance antecipado:
- Rever contrato de importação e custo total: imposto + tributos + logística + logística reversa — considerar o impacto do IBS/CBS.
- Atualizar sistemas de contabilidade e escrituração para incorporar a nova carga tributária da importação.
- Preparar-se para usar a Duimp e o Portal Único de Comércio Exterior, com cadastro adequado para importação.
- Contar com parceiros experientes (despachantes, consultores) para evitar erros operacionais e aproveitar ao máximo os benefícios legais.
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A importação em 2026 será marcada por uma transição relevante: novos tributos com IBS e CBS, mudança na lógica fiscal sobre bens e serviços, e modernização do processo via Portal Único e Duimp.
Para quem atua no comércio exterior, essas mudanças exigem atenção, planejamento e adaptação, não apenas para continuar importando, mas para garantir eficiência, compliance e competitividade.
Se a sua empresa já faz importação ou pretende começar, vale desde já começar a mapear os impactos dessas mudanças. Estar preparado para 2026 será fundamental para evitar surpresas e transformar as novidades em oportunidade.
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